O médico Luis Fernando Correia apresenta o quadro "Saúde em Foco" na rádio CBN. Ontem, dia 19/06, ele comentou a morte de um jornalista norte-americano em decorrência de uma doença cardíaca. Clique no botão de Play abaixo para ouvir a matéria.
Texto
Morte de jornalista americano chama atenção para doença cardíaca
Tim Russert tinha problema diagnosticado e fazia todo o tratamento.Ainda assim, foi surpreendido por um infarto fatal.
A morte do jornalista americano Tim Russert, em plena atividade, na redação da NBC, em Washington, chama atenção para o risco da doença cardíaca. O repórter sofreu uma arritmia fatal por causa de um infarto.
Após as homenagens devidas, a atenção dos colegas se volta para a questão que fica sem resposta. Poderia mais essa morte ser evitada? Afinal a medicina cardiológica já evoluiu tanto nos últimos anos. Tim Russert, aos 58 anos de idade, tinha o diagnóstico de doença coronariana assintomática e fazia tratamento para hipertensão arterial. Seguia as orientações médicas e mantinha as gorduras no sangue em níveis aceitáveis. Segundo seus médicos, que foram entrevistados após sua morte, era um paciente exemplar.
Por outro lado estava submetido a um stress enorme causado pela cobertura da campanha presidencial norte-americana. Dormia pouco e havia ganho peso nos últimos meses.
Sua empresa tinha um desfibrilador elétrico automático na redação e uma equipe de socorristas que atendeu ao jornalista logo após seu colapso. A parada cardíaca foi inicialmente revertida porém o paciente faleceu logo após chegar ao hospital.
Essa é mais uma entre as 300 mil mortes súbitas que ocorrem por ano nos Estados Unidos, mais de 90 vidas perdidas por dia, mostrando porque a doença coronariana está entre as principais causas de morte no mundo ocidental.
O que podemos tirar de positivo desse fato?
Devemos aproveitar a atenção da mídia para lembrar o público de que a guerra contra essa doença está longe de estar ganha. A melhor estratégia é a prevenção. Quanto mais cedo melhor.
O diagnóstico precoce dos problemas cardíacos aumenta as chances de que os tratamentos possam diminuir o risco de morte dos pacientes.
Os hábitos de vida que aprendemos desde a infância irão influenciar as condições de nossas artérias no decorrer da vida. A prática de exercícios deve ser incentivada nas escolas e campanhas contra a obesidade e o tabagismo são imprescindíveis.
Diante de um diagnóstico de problemas coronarianos, todos devem seguir as recomendações preconizadas de mudanças de hábito e a prescrição dos medicamentos rigorosamente.
Realmente conhecemos muito sobre a doença cardiovascular e sobre o que podemos fazer para evitar seu aparecimento e quais as opções de tratamento existem . Se não conseguirmos educar as crianças e jovens sobre prevenção, novos diagnósticos continuarão a ser feitos e mortes súbitas acontecerão.
sexta-feira, 20 de junho de 2008
Uma guerra que ainda não ganhamos
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3 comentários:
Infelizmente essa é uma notícia chocante e que não deveria acontecer tão normalmente. A parte positiva desta história é que fazemos parte de uma empresa que se preocupa em salvar vidas e que para isso temos o melhor medicamente e o melhor programa de adesão e acessibilidade. Precisamos continuar sensibilizando todas as partes envolvidas para que cada vez mais consigamos mudar esse quadro tão alarmante em todo o mundo.
Isso retrata a importância do nosso trabalho e ao mesmo tempo o desafio q temos pela frente de levar esta informação e conscientizar nossos médicos do qto este tema nos leva a rever conceitos.
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